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	<title>Rogério Gomez &#187; 30 anos da constituição federal</title>
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	<description>Direito do Trabalho</description>
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		<title>Ataque aos Direitos Sociais</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2018 13:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rogério Gomez]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[30 anos da constituição federal]]></category>
		<category><![CDATA[ataque aos direitos sociais]]></category>
		<category><![CDATA[direitos sociais]]></category>
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		<description><![CDATA[Preocupação sobre ataques que os direitos sociais vêm sofrendo foi a tônica no “VI CONGRESSO DA MAGISTRATURA LABORAL DE SÃO PAULO”, que aconteceu nos dias 1 e 2 de março de 2018, com o tema “30 anos da Constituição e Direitos Sociais: Contradições e Perspectivas”. Estive presente no evento e constatei a manifestação de palestrantes...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Preocupação sobre ataques que os direitos sociais vêm sofrendo foi a tônica no “VI CONGRESSO DA MAGISTRATURA LABORAL DE SÃO PAULO”, que aconteceu nos dias 1 e 2 de março de 2018, com o tema “30 anos da Constituição e Direitos Sociais: Contradições e Perspectivas”.</p>
<p>Estive presente no evento e constatei a manifestação de palestrantes e debatedores, entre juristas, procuradores e magistrados que atuam na área laboral, criticando os ataques que os direitos sociais vêm sofrendo nos últimos tempos, muitas vezes com afronta a princípios fundamentais previstos na Constituição Federal.</p>
<p>Retrato um pouco das posições jurídicas e políticas que observei durante o evento:</p>
<p>A Constituição Federal vem perdendo seu espírito de “bem estar social”, em razão das diversas modificações que recaem sobre direito humanos e direitos fundamentais.</p>
<p>Estamos vivendo tempos trágicos com ofensa aos direitos sociais, inclusive com proposta de extinção da Justiça do Trabalho, que é uma das poucas instituições que desempenha papel fundamental de proteção social no âmbito do trabalho, juntamente com o conjunto de trabalhadores e Ministério Público do Trabalho.</p>
<p>A dinâmica capitalista visa o lucro no curto prazo, forçando implementação de reformas para manutenção do &#8220;status quo&#8221;<em>, </em>não se importando com demissões de trabalhadores.</p>
<p>Há quatro anos, com o pleno emprego, os trabalhadores lutavam por aumento salarial e hoje lutam por um emprego.</p>
<p>É espantoso constatar que na Câmara dos Deputados há mais de mil propostas de emenda à Constituição, implicando na banalização da norma instituidora do Estado que deveria ser mais duradoura.</p>
<p>Em relação à Reforma Trabalhista implementada pela Lei 13.467/2017, criticada por muitos em razão de retirar direitos dos trabalhadores, há certo consenso de que as novas regras devem ser interpretadas à luz da CF/88, especialmente com observância ao artigo 3º, que entre outros expressa como objetivo &#8220;erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais&#8221; e artigo 170 que expressa que a ordem econômica é fundada na &#8220;valorização do trabalho humano<em>&#8220;.</em></p>
<p>Novas regras contidas na chamada reforma trabalhista, e que afrontem os princípios constitucionais acima, devem ser adaptadas.</p>
<p>Eu mesmo apontei <span style="color: #800000;"><strong><a style="color: #800000;" title="18 pontos da Reforma em desfavor do Trabalhador" href="https://rogeriogomez.com.br/confira-18-pontos-da-reforma-trabalhista-em-desfavor-do-trabalhador/" target="_blank">NESTE OUTRO POST</a></strong></span> 18 pontos da Reforma Trabalhista em desfavor do trabalhador.</p>
<p>Também foi lembrado que os direitos sociais não podem retroagir, já que o artigo 7º assegura como um direito do trabalhador a &#8220;melhoria de sua condição social<em>&#8220;.</em></p>
<p>A Reforma Trabalhista institui regras que dificultam o acesso ao Poder Judiciário, quando prevê a possibilidade de condenação do trabalhador em pagamento de custas processuais, honorários periciais e advocatícios, mesmo sendo beneficiário da justiça gratuita. Isto ofende diretamente garantias individuais previstas no artigo 5º da Carta Magna.</p>
<p>Ainda em relação à Reforma Trabalhista foi lembrado que ela impõe restrição à Justiça do Trabalho para apreciação de cláusulas negociadas em normas coletivas, mas nenhuma restrição neste sentido é cabível, já que o artigo 5º, XXXV, prevê que &#8220;a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça de direito<em>&#8220;. </em></p>
<p>A ANAMATRA, inclusive, já divulgou 125 entendimentos sobre a aplicabilidade da Reforma Trabalhista. <strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" title="Anamatra divulga interpretações da Reforma Trabalhista" href="https://rogeriogomez.com.br/anamatra-divulga-enunciados-reforma-trabalhista/" target="_blank">CONFIRA AQUI</a></span></strong>.</p>
<p>Em outras ocasiões já houve tentativas de enfraquecimento da Justiça do Trabalho, por exemplo, quando da implantação das Comissões de Conciliação Prévia e a lei de Arbitragem, mas nem as Comissões serviram como barreira de acesso à Justiça Laboral, nem as Câmaras Arbitrais foram autorizadas a negociar direitos indisponíveis dos trabalhadores.</p>
<p>É verdade que hoje se permite a exploração do Ser Humano para a realização de um trabalho, mas há limites nesta exploração. A desregulação do trabalho pode gerar tragédias. A OIT prescreve que “<span style="color: #800000;"><strong>O trabalho não é uma mercadoria</strong></span>”.</p>
<p>A Justiça do Trabalho é importante para regular a concorrência entre Estados, entre Empresas, entre Trabalhadores, pois julga equilibrando forças e impõe condenações para aqueles que não respeitam os direitos mínimos que garantem a dignidade da pessoa humana.</p>
<p>No Brasil vem se destruindo os pilares dos direitos sociais, através de uma agenda liberal de flexibilização dos direitos sociais do trabalho, enfraquecimento sindical, reforma da previdência e impondo dificuldades ao trabalhador de acesso à justiça. Quando se dificulta o acesso ao Judiciário, ataca-se o Estado Democrático de Direito.</p>
<p>Embora a Constituição de 1988 seja chamada de “Constituição Cidadã”, indaga-se se o trabalhador tem dignidade com jornada de 12 horas, gastar 2 horas em transporte coletivo ou receber, em média, um pouco mais de um salário mínimo.</p>
<p>Quando se chega a períodos de redução de lucros, os primeiros atos são sobre a redução de direitos sociais.</p>
<p>É preciso um esforço do Poder Judiciário, em especial da Justiça do Trabalho, para dar efetividade aos direitos sociais que estão previstos na Constituição Federal. Os direitos precisam ser realizados e não apenas registrados em “normas programáticas” que nunca saem do papel.</p>
<p>O princípio da proteção previsto no caput no artigo 7º da Constituição deve ser visto para <strong><span style="color: #800000;">expandir direitos e não para uma regressão social</span></strong>.</p>
<p>Sempre que nos deparamos com o discurso da austeridade, a ação imediata é um ataque e redução dos direitos sociais.</p>
<p>Muitos dos direitos sociais previstos na CF/88 não se realizaram em razão do pensamento neo-liberal, que vem impondo medidas como a expansão da terceirização, pejotização do trabalhador, redução dos direitos da seguridade social.</p>
<p>Os direitos sociais são atacados diariamente pelo Governo, por exemplo, não desenvolvendo políticas públicas. Estamos passando de um Estado Social, para o Liberal.</p>
<p>A lei da Reforma Trabalhista é um poder quase absoluto do capital, mas, como a norma é resultado da interpretação, cabe ao juiz não concretizar injustiças.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><a style="color: #800000;" title="Posições jurídicas sobre a Reforma Trabalhista" href="https://rogeriogomez.com.br/reforma-trabalhista/" target="_blank">VEJA AQUI</a></span></strong> algumas posições jurídicas sobre a aplicabilidade da Reforma Trabalhista.</p>
<p>O direito do trabalho é fruto de anos de lutas por melhores condições e a Justiça Trabalhista funciona para equilibrar forças e equacionar os conflitos que são permanentes.</p>
<p>O trabalhador faz parte do sistema e deve participar ativamente; não pode ser um mero coadjuvante sem voz e com direitos apenas para sobrevivência. O trabalho não pode ser uma atividade apenas para sobreviver.</p>
<p>Assim, isto é uma síntese das manifestações que acorreram no evento.</p>
<p>Portanto, durante o Congresso várias vozes criticaram o Sistema que  ataca os direitos sociais conquistados ao longo de vários anos, deixando um recado para que todos resistam contra tentativas de redução dos direitos sociais, especialmente a Justiça do Trabalho que funciona para impedir que o trabalhador seja visto apenas como uma mercadoria e sem direitos mínimos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a title="Sobre Rogério Gomez" href="https://rogeriogomez.com.br/sobre/">Rogério Gomez</a> é Administrador, Advogado, estudando as relações trabalhistas há mais de 30 anos.</p>
<p><a href="mailto:rogeriogomez@rogeriogomez.com.br">rogeriogomez@rogeriogomez.com.br</a></p>
<p><a href="mailto:rogeriogomez@laboralista.com.br">rogeriogomez@laboralista.com.br</a></p>
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