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	<title>Rogério Gomez &#187; reflexos da reforma trabalhista</title>
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	<description>Direito do Trabalho</description>
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		<title>O Que a Reforma Trabalhista tem Provocado no Mundo Jurídico?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jan 2018 12:16:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Rogério Gomez]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Material do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Processual do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[danos morais]]></category>
		<category><![CDATA[enunciados da anamatra]]></category>
		<category><![CDATA[faculdade da contribuição sindical]]></category>
		<category><![CDATA[honorários de sucumbência em reclamação trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[reflexos da reforma trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[reforma trabalhista]]></category>

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		<description><![CDATA[A Reforma Trabalhista, que foi implementada pela lei federal nº 13.467/2017, com início de vigência em 11/11/2017 e parcialmente alterada pela MP 808 de 14/11/2017, tem sido apreciada com visões antagônicas. Em geral o mundo empresarial aprovou as alterações sob o argumento de modernização e flexibilização; os trabalhadores são contra sustentando retirada de direitos e...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A <span style="color: #800000;"><strong>Reforma Trabalhista</strong></span>, que foi implementada pela <strong>lei federal nº 13.467/2017</strong>, com início de vigência em 11/11/2017 e parcialmente alterada pela <strong>MP 808</strong> de 14/11/2017, tem sido apreciada com visões antagônicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral o mundo empresarial aprovou as alterações sob o argumento de modernização e flexibilização; os trabalhadores são contra sustentando retirada de direitos e os operadores do direito estão travando debates para interpretar a nova lei sob o manto da proteção constitucional, de convenções internacionais e do não retrocesso social.</p>
<p style="text-align: justify;">É evidente que por tratar-se de lei nova há uma fase natural de maturação de entendimentos e que deve demorar algum tempo, inclusive com mudanças de posicionamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Confira, abaixo, alguns reflexos que <strong>até o momento</strong> a Reforma tem provocado:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">Homologação de Acordo Extrajudicial </span> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Juízes dos Centros de Solução de Disputas – CEJUSCS-JT-São Paulo, estão seguindo algumas diretrizes para homologação de acordo extrajudicial previsto nos artigos 855-B a 855-E da CLT, entre elas:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Necessária a habilitação dos advogados das partes no processo;</li>
<li>Possibilidade de indeferir petições com acordos inadmissíveis ou marcar audiência para oitiva dos requerentes;</li>
<li>A quitação deve ser limitada aos direitos especificados na petição do acordo;</li>
<li>A existência ou não de vínculo de emprego não está ao arbítrio dos requerentes etc.</li>
<li>Confira <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://www.trtsp.jus.br/indice-noticias-em-destaque/21461-pedidos-de-homologacao-de-acordos-extrajudiciais-seguem-regras-especificas" target="_blank">AQUI</a></strong></span> outras diretrizes.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #800000;">Obrigação de Liquidação Prévia Dos Pedidos da Inicial</span> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em decisão liminar no <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://www.trtsp.jus.br/NOTICIAS/20180119_decisao_%202_grau.pdf" target="_blank">MS 1004053-35.2017.5.02.000</a></strong></span> a SDI-4 DO TRT de São Paulo entendeu que a obrigação de indicar imediatamente o valor do pedido na reclamação trabalhista somente tem aplicabilidade aos processos ajuizados a partir da vigência da lei 13.467/2017, em 11/11/2017, vez que nos termos do artigo 14 do CPC devem ser respeitados os atos processuais já praticados sob a vigência da lei revogada. Assim, cassou decisão do Juízo da 55ª Vara do Trabalho de São Paulo, que havia determinado ao reclamante a liquidação dos pedidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Dispensa Coletiva Sem Intermediação Sindical</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">O Presidente do TST, no exercício da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho deferiu <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://pje.tst.jus.br/visualizador/pages/conteudo.seam?p_tipo=2&amp;p_grau=1&amp;p_id=oFCDLP4MOgg%3D&amp;p_idpje=W4%2BZyR55h3s%3D&amp;p_num=W4%2BZyR55h3s%3D&amp;p_npag=x" target="_blank">liminar</a></strong></span> para cassar decisão proferida pela 3ª Vara do Trabalho de São José (SC) que, afastando aplicabilidade do artigo 477-A incluído na Reforma, havia declarado a nulidade de dispensa coletiva sem intervenção sindical e determinado a reintegração de professores.</p>
<p style="text-align: justify;">O Ministro do TST entendeu que houve uma situação excepcional de abuso na decisão da 3ª Vara, por impedir o exercício do direito potestativo do empregador de dispensar seus empregados, ao arrepio da lei e do princípio da legalidade, suspendendo os efeitos da decisão da 3ª Vara.</p>
<p style="text-align: justify;">Em outro processo similar, tramitando na 8ª Vara do Trabalho de São Bernardo do Campo-São Paulo, o juízo de primeiro grau  deferiu <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://consulta.pje.trtsp.jus.br/visualizador/pages/conteudo.seam?p_tipo=2&amp;p_grau=1&amp;p_id=fcWX3d6iK0%2FfN5%2F5oMAy%2Bw%3D%3D&amp;p_idpje=kUYrX%2FtO8j4%3D&amp;p_num=kUYrX%2FtO8j4%3D&amp;p_npag=x" target="_blank">liminar parcial</a></strong></span> em tutela de urgência, para declarar suspensa a dispensa de 66 professores, sob o fundamento de que o manejo unilateral e potestativo das dispensas trabalhistas coletivas, por se tratar de ato inerente ao Direito Coletivo do Trabalho, exige negociação e participação do Sindicato profissional, em respeito aos princípios constitucionais, a exemplo do da dignidade da pessoa humana.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Tarifação de Indenização Por Dano Moral</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Outra questão que está sendo muito controvertida é a tarifação das indenizações por danos extrapatrimoniais, impondo limite ao Poder Judiciário para a fixação de valores que entenda adequado.</p>
<p style="text-align: justify;">A Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho apresentou ao STF uma <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://redir.stf.jus.br/estfvisualizadorpub/jsp/consultarprocessoeletronico/ConsultarProcessoEletronico.jsf?seqobjetoincidente=5335465" target="_blank">ADI &#8211; Ação Direta de Inconstitucionalidade</a></strong></span>, questionando a tarifação que a reforma fixou no artigo 223-G, parágrafo primeiro, da CLT, pleiteando a suspensão da eficácia do dispositivo e permitindo que os órgão jurisdicionais fixem eventualmente valores superiores por decisão fundamentada.</p>
<p style="text-align: justify;">A Associação argumenta que a tarifação viola o princípio contido no artigo 7º, inciso XXVIII, da CF/88, já que este princípio garante uma indenização ampla em caso de dano extrapatrimonial decorrente da relação de trabalho. Alega, ainda, que a tarifação retira a independência do juiz para julgar as causas conforme suas convicções.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Faculdade da Contribuição Sindical</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Entidades sindicais, tanto do âmbito profissional, como patronal, estão ajuizando ações junto ao STF requerendo a inconstitucionalidade dos artigos que passaram a prever que o desconto da contribuição sindical depende de prévia autorização (artigos 545 e 578 da CLT).</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aquaviário e Aéreo, na Pesca e nos Portos – CONTTMAF, ajuizou <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://redir.stf.jus.br/estfvisualizadorpub/jsp/consultarprocessoeletronico/ConsultarProcessoEletronico.jsf?seqobjetoincidente=5288954" target="_blank">Ação Direta de Inconstitucionalidade</a></strong></span> alegando, em síntese, que a contribuição sindical tem natureza tributária e, assim, caberia à lei complementar a instituição/alteração de tributos parafiscais como é a contribuição sindical e não por lei ordinária.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Interpretação da Reforma Trabalhista</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Na 2ª Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho o Presidente da ANAMATRA ressaltou que a lei 13.467/2017 demanda uma interpretação cuidadosa, à luz da Constituição da República, das convenções e tratados internacionais em vigor na ordem jurídica brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Na oportunidade foram aprovados <strong>125 Enunciados</strong>, que evidentemente não possuem a força dos Enunciados firmados pelo TST, mas são destinados a traduzir um entendimento dos participantes da Jornada acerca da interpretação da nova norma.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns exemplos:</p>
<p style="text-align: justify;">Uma pesada crítica que se fez é sobre os parágrafos 2º e 3º do artigo 8º, da CLT, que determina a intervenção mínima dos juízes nos acordos e convenções coletivas. O <strong>Enunciado 2</strong> vem dizendo que a interpretação judicial é função primordial do poder judiciário, sendo inconstitucional qualquer norma que tenha como fim restringir tal atribuição.</p>
<p style="text-align: justify;">Na questão de configuração de Grupo Econômico o <strong>Enunciado 5</strong> prevê que embora a mera identidade de sócios, entre empresas, não baste para configurar Grupo Econômico, constitui indícios que autoriza a inversão do ônus da prova, incumbindo ao empregador provar a ausência de requisitos de Grupo Econômico.</p>
<p style="text-align: justify;">No caso de Banco de Horas o <strong>Enunciado 14</strong> prevê que a compensação de horários (para esta finalidade) requer a intervenção sindical obrigatória, independentemente do seu prazo de duração, apesar do novo §5º, do artigo 59, da CLT, agora autorizar a instituição de Banco de Horas por acordo individual, desde que a compensação ocorra no período de 6 meses.</p>
<p style="text-align: justify;">No que toca ao tema de que o negociado prevalece sobre o legislado o <strong>Enunciado 28</strong> firma entendimento de que o negociado não pode suprimir ou reduzir direitos, quando se sobrepuserem ou conflitarem com convenções internacionais do trabalho e outras normas de hierarquia constitucional ou supralegal, relativas à proteção da dignidade humana, dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre a possibilidade de redução do intervalo intrajornada, artigo 611-B, parágrafo único, da CLT, o <strong>Enunciado 34</strong> reza que o repouso é norma de ordem pública e, portanto, a possibilidade de redução é incompatível com os artigos 6º, 7º, XXI e 196 da CF/88.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação à possibilidade ampla de contratação de trabalhadores autônomos, agora prevista no artigo 442-B da CLT reformada, os <strong>Enunciados 51, 52 e 53</strong> prescrevem que referido artigo não impede o reconhecimento da relação de emprego, quando presentes os requisitos dos artigos 2º e 3º, da CLT.</p>
<p style="text-align: justify;">No encontro também foi aprovado o <strong>Enunciado 73</strong>, entendendo ser inconstitucional o chamado Trabalho Intermitente, por violação do artigo 7º, I e VII, da CF/88.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Enunciado 98</strong> traz o entendimento de que a condenação em Honorários de Sucumbência só pode ser imposta aos processos iniciados após a entrada em vigor da Lei 13.467/17 (11/11/2017), uma vez que a expectativa de custo e risco é aferida no momento da propositura da ação.</p>
<p style="text-align: justify;">Confira <span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #800000; text-decoration: underline;"><strong><a style="color: #800000; text-decoration: underline;" href="https://rogeriogomez.com.br/anamatra-divulga-enunciados-reforma-trabalhista/" target="_blank">NESTE POST</a></strong></span></span> o arquivo com os 125 Enunciados.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, os questionamentos, entendimentos e debates fazem parte do aprimoramento do direito, sendo que o mais importante é que o aperfeiçoamento na aplicação da norma tenha como finalidade estabelecer segurança jurídica, bem estar social, desenvolvimento, igualdade e justiça, que são valores que devem prevalecer em um estado democrático de direito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Rogério Gomez</strong></p>
<p><em><strong>e-mail: rogeriogomez@rogeriogomez.com.br</strong></em></p>
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